Roteiro de entrevista com idoso: perguntas, passo a passo e como escrever o texto
Entrevistar um idoso da família é um trabalho escolar comum e também uma ótima forma de guardar a história de quem você ama. Aqui vai um roteiro pronto.
Seja um trabalho de Português, de História ou só a vontade de conhecer melhor sua avó, seu avô ou um vizinho querido, o caminho é parecido: preparar boas perguntas, ouvir com calma e transformar o que foi dito em um texto. Um bom roteiro faz toda a diferença, porque evita respostas de uma palavra só.
Antes de começar
- Combine o dia e o lugar. Um momento sem pressa, em um lugar tranquilo, de preferência na casa da pessoa.
- Explique para que é. «Vou escrever a sua história para um trabalho da escola» ou «para a família guardar».
- Peça autorização para gravar ou anotar. Se a pessoa preferir não ser gravada, anote à mão.
- Leve poucas perguntas, mas abertas. Perguntas que começam com «como», «o que» e «conte-me» rendem mais que as de sim ou não.
Roteiro em três blocos
Bloco 1. Infância e escola de antigamente
- Em que cidade e em que casa o senhor ou a senhora nasceu e cresceu?
- Como era um dia normal quando era criança?
- Como era a escola? Como chegava lá e o que levava na mochila?
- Do que as crianças brincavam? Qual brincadeira o senhor ou a senhora lembra com mais carinho?
- Qual era a comida de que mais gostava na casa dos seus pais?
Bloco 2. Trabalho e fatos marcantes
- Qual foi o seu primeiro trabalho? Como conseguiu?
- Qual foi o fato mais marcante da sua vida na sua cidade?
- Como era a vida sem celular e sem internet? Como as pessoas se comunicavam?
- Guarda alguma foto, carta ou objeto antigo ligado a uma lembrança importante? Pode me mostrar?
- Qual foi o momento mais difícil e quem ajudou?
Bloco 3. O hoje e o que fica
- O que mudou de mais importante desde a sua juventude?
- O que o senhor ou a senhora acha melhor hoje? E o que sente falta?
- Qual conselho gostaria de deixar para os mais jovens?
- Há alguma pergunta que eu não fiz e que o senhor ou a senhora gostaria de responder?
Prefere deixar a pessoa contar com as próprias palavras? Passe o celular para ela gravar uma lembrança (se você for menor de idade, peça ajuda a um responsável) e o VoiceMoir transforma a gravação em texto, que você pode reunir com as outras histórias em um livro.
Experimente grátis no iPhone →Durante a entrevista
Comece pelo bloco mais leve, o da infância. Deixe a pessoa terminar a frase, mesmo que ela demore, e não corrija datas na hora. Quando algo chamar a sua atenção, pergunte «e como foi isso?». Os silêncios fazem parte: muitas vezes a melhor lembrança vem depois de uma pausa. Se o assunto for doloroso, respeite e passe para outro.
Anote o nome completo da pessoa, a idade, a cidade onde nasceu e a data da conversa. Isso costuma ser pedido no trabalho e é útil para a família depois.
Como transformar a conversa em texto
- Ouça ou releia suas anotações e marque as frases que mais chamaram a atenção.
- Escolha uma ordem: da infância até hoje, ou por temas.
- Escreva em terceira pessoa («Dona Maria nasceu em...») e use trechos entre aspas para manter o jeito de falar dela.
- Feche com uma frase que resuma o que você aprendeu com a conversa.
- Mostre o texto para a pessoa antes de entregar. Ela pode corrigir o que não ficou como contou.
Um exemplo de abertura do texto
«Dona Lúcia nasceu em 1941, no interior de Minas Gerais, e até hoje lembra do cheiro de café coado na lenha. “A gente acordava com o barulho da chaleira”, conta. Aos nove anos já ajudava na roça e, no caminho para a escola, andava uma hora e meia a pé.»
É um exemplo inventado, só para mostrar o tom: um detalhe concreto, uma frase da pessoa entre aspas e datas simples. Comece assim e depois siga o roteiro.
Erros comuns
- Fazer perguntas demais. Dez boas perguntas rendem mais que trinta apressadas.
- Interromper. Deixe a pessoa chegar ao fim da história antes de perguntar o próximo detalhe.
- Deixar para escrever depois de muito tempo. Escreva no mesmo dia ou no seguinte, enquanto a conversa está fresca.
- Esquecer de agradecer. Um bilhete ou um café depois da entrevista valem muito.
Se o idoso é tímido ou diz «não tem nada para contar»
Quase todo mundo tem. Troque a pergunta geral por uma concreta: «Qual era o cheiro da cozinha da sua mãe?», «Como era o caminho para a escola?». Mostrar uma foto antiga também ajuda. E lembre que a entrevista é uma conversa, não uma prova.
Depois do trabalho
Guarde a entrevista. Uma conversa de uma hora vale mais do que parece: com o tempo, os detalhes que só aquela pessoa sabe vão ficando mais raros. Se você escrever o texto com cuidado, ele pode ser o primeiro capítulo de um livro de memórias da família.
Guarde as histórias em um livro
O VoiceMoir é um aplicativo para iPhone. Adicione sua avó, seu avô ou qualquer pessoa da família à sua «Árvore da Vida», toque na pessoa e escolha «Histórias e livro», toque em «Gravar uma história» e passe o celular: a pessoa conta com as próprias palavras, o aplicativo transforma a gravação em texto, você marca quem está falando e, ao montar o livro, as histórias se reúnem em um livro que você pode ler e salvar em PDF. Ela não precisa instalar nada nem criar uma conta. Gravações longas (até 10 minutos) exigem o Premium.
Baixe o VoiceMoir na App StorePlano gratuito: 10 gravações por mês de até 30 segundos cada e montagem do livro duas vezes por mês por conta. O Premium permite gravações de até 10 minutos; os primeiros 7 dias de Premium são grátis depois de confirmar o seu e-mail. Se a assinatura terminar, o livro continua disponível para ler e baixar no plano gratuito. O aplicativo guarda o texto das histórias; as gravações de áudio são apagadas após 90 dias.
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